quarta-feira, 9 de julho de 2014

DIREITO DE AMAR

DIREITO DE AMAR: Um clássico das 18h!

Baseado em uma obra radiofônica de Janete Clair, Walter Negrão apresentou um típico romance ambientado no inicio do século XX.Rio de Janeiro, 31 de dezembro de 1900. Enquanto o povo saia às ruas para comemorar a virada de século, Augusto Medeiros (Edney Giovenazzi) tenta suicídio, mas é impedido pela filha Rosália (Glória Pires), que estranha a atitude do pai. O industrial está abarrotado de dívidas e é devedor de Francisco de Monserrat (Carlos Vereza), um rico banqueiro que exige pagamento.  Nessa mesma noite, Adriano (Lauro Corona), filho do vilão, que se tornou médico volta à cidade, mas não revela nada a ninguém, indo se encontrar com Dr. Ramos (Carlos Zara), seu mestre e amigo.Em uma visita de cobrança, Francisco de Monserrat fica encantado e se apaixona por Rosália, o que o leva a fazer um novo acordo: Dará 3 anos para a quitação da dívida, mas quer a promessa de se casar com a jovem. Augusto pede um tempo para pensar e todos os personagens vão a um famoso baile de máscara, que ocorrerá durante a passagem do ano e onde Rosália se apaixona por Adriano, mesmo sem conhecê-lo totalmente.Era assim que se encerrava o primeiro capítulo de Direito de Amar, grande sucesso de Walter Negrão exibido entre 16/02 e 05/09 de 1987 às 18 horas.  Com a frase: Feliz Ano Novo Mademoiselle, Feliz 1901, 1902, 1903..., Adriano acaba conquistando Rosália e mesmo com máscaras, um não consegue tirar o outro da cabeça. Quem não gosta do envolvimento do casal é o Sr. De Monserrat e Paula (Cissa Guimarães), prima invejosa de Rosália, a quem a protagonista pede ajuda para encontrar o amado.
Na mesma noite do baile, Senhor De Monserrat sofre um acidente e é socorrido pelo próprio filho, que o leva para repousar na casa de Ramos. Quando acorda, o vilão fica possesso e pede a Adriano que volte para casa. O médico aceita e quando volta para casa encontra a tia Joana (Itála Nandi), uma mulher misteriosa que é vista como louca, pela janela. O rapaz tenta ajudá-la, mas ela insiste em ficar trancada no quarto.
A partir disso, o médico tenta procurar uma cura para o problema da tia, com a ajuda do amigo Ramos. Os dois vão contra o tratamento dada a mulher pelo vilão Senhor de Monserrat, que a maltrata e usa de métodos escusos para acalmá-la.
Já Monserrat com medo de perder Rosália, vai até a casa da jovem com um oficial da lei e obriga Augusto a casar a filha, já que não crê nas palavras do industrial. Nervoso, Augusto passa mal e a união é adiada. Preocupado, com o marido cada vez mais debilitado emocionalmente com as cobranças do vilão, Leonor (Esther Góes) procura o banqueiro e aceita o acordo proposto.
Imediatamente, o vilão vai até a casa de Augusto e cela sua união com Rosália, que assina a certidão de casamento sem saber. Para consolidar o acordo, Monserrat terá que esperar três para se unir a jovem e por isso seus pais a enviam a um colégio interno comandado por freiras.
Há uma passagem de tempo, dois anos, e Rosália continua interna, enquanto Adriano se envolve com Paula, a quem nunca deu esperanças. Em uma visita de cortesia, Monserrat tem uma conversa sincera com Rosália, que revela ao vilão que está apaixonada pelo homem de mascaras com quem dançou durante a passagem do século. Desconfiado de quem seja o rapaz, o banqueiro pede aos pais da jovem, que a busquem no internato. Enquanto isso, através de uma visita médica, o casal volta a se encontrar e planejam ficar juntos.
Disposto a ficar com a amada, Adriano revela a Paula que encontrou a moça por quem se apaixonou no baile e a vilã fica furiosa. Disposta a separar o casal, a megera procura por Monserrat e conta o envolvimento de Rosália com um rapaz, sem revelar sua identidade. O pai de Adriano pede a um funcionário que vigie a amada e acaba descobrindo que seu rival é seu próprio filho.
Enfurecido, Monserrat ordena que Rosália volte imediatamente para o casamento, que será realizando o quanto antes. Já Paula, instruída pelo banqueiro, procura pela jovem e revela que a filha de Augusto não pode ficar com Adriano, porque já está casada com o vilão. A invejosa ainda procura pelo médico e insinua que a prima o está enganando, pois já é esposa do banqueiro.
Desnorteado após a revelação, que é confirmada por Monserrat, Adriano desaparece da vida de Rosália, que chega a tentar contato através de uma amiga, mas o médico é duro e manda um recado de que nunca mais quer ver a moça. Mesmo sofrendo, a jovem resolve seguir sua vida e ao voltar para casa, começa a tratar o vilão bem, deixando a todos surpresos.
Algum tempo depois, é chegado o dia de casamento religioso de Monserrat e Rosália. A jovem se une ao vilão, mas se recusa a ficar com ele, fugindo pelas ruas do Rio de Janeiro vestida de noiva  e indo pedir abrigo a pensão de Esmeralda (Cinira Camargo). De jovem rica, Rosália começa a trabalhar para sobreviver e tem que encarar os antigos amigos da alta sociedade carioca. Em uma das cenas mais bonitas da novela, Leonor procura pela filha e pede perdão.
Diante do desprezo da esposa, Monserrat pede ao filho que se afaste da amada, mas Adriano a procura e juntos decidem fugir. O vilão acaba descobrindo os planos do casal, ao se deparar com as malas prontas do filho. Para convencer o herdeiro a ficar, Monserrat o obriga a escolher: cuidar da tia doente ou fugir com Rosália. O médico opta pela amada e juntos vão morar na casa de Ramos. A partir disso, o casal busca uma forma de anular o casamento de Monserrat e Rosália.
Paralelo a isso, a cidade do Rio de Janeiro é tomada pela febre amarela e em uma atitude extrema para ajudar um orfanato, que lhe concedeu abrigo, Rosália se oferece para ser pintada por um rapaz que pinta cartões postais. Enquanto isso, Monserrat resolve utilizar sua ultima cartada, mas desiste.
Ao descobrir que Rosália está posando para cartões, Adriano não aceita a atitude da amada, eles se separam  e ele resolve voltar para a casa, para assim continuar a cuidar da tia. Paralelo a isso, Ramos encontra Carola (Christina Prochaska), uma mulher independente para o seu tempo, por trabalhar e viver sozinha. A jovem é apontada como filha de Joana e levanta suspeita no filho de Monserrat.
Com o filho em casa, o vilão procura por Rosália e oferece ajuda financeira para que ela não volte a posar, já que dará dinheiro para ajudar os desvalidos da febre, mas a jovem não aceita. A heroína reluta, mas após ser ofendidas por homens nas ruas, resolve aceitar o apoio do banqueiro e vai morar em sua mansão.
A chegada de Rosália na mansão do banqueiro deixa Adriano arrasado, pois acredita que sua amada é uma interesseira, já o vilão fica feliz e a partir deixa claro que a amada está sobre seu controle. O médico tenta evitar a amada, mas ela garante que só está na mansão para ficar próxima dele.
No decorrer dos capítulos, Joana começa a se lembrar do seu passado e que tem uma irmã. Disposto a ajudar a tia, Adriano começa a investigar com a ajuda de Rosália e descobre detalhes sobre a morte de sua mãe, que no passado, a mesma foi alvo de disputa entre Monserrat e Dr. Ramos, chegando a ser amante do médico enquanto era casada com o vilão.
O filho de Monserrat ainda acaba sendo vitima de um golpe de Paula, que o dopa com sonífero e arma uma cena para acharem que a moça e o rapaz tiveram relações sexuais. Obrigado pela situação, Adriano acaba se tornando noivo da vilã, apesar de tentar convencer e pedir ajuda de Rosália para provar que tudo não passou de um golpe. Tempos depois, Paula aparece alegando estar grávida do médico, que exige que ela passe por exames. A megera falsifica exames e arma um plano para realmente engravidar de outro homem.
Mesmo noivo de Paula, Adriano volta a se envolver com Rosália, quando ela sofre um acidente ao cavalgar e ele cuida de seus ferimentos. O casal troca um beijo e pensam em um jeito de se livrar de Paula e Monserrat. A situação piora quando todas na mansão ouvem um tiro dado pelo vilão no cavalo que deixou a amada cair. Nesse instante, Joana fica transtornada e revela todo o seu ódio pelo vilão, deixando o filho do vilão cada vez mais desconfiado.
Em sua reta final, Ramos apóia os grevistas e anarquistas durante uma manifestação e Adriano acaba baleado, recebendo cuidados de Rosália em segredo, já que os médicos estão sendo procurados pela policia, acusados de anarquismo. A dupla de amigos acaba presa e para tirá-los da cadeia, Rosália promete se entregar ao vilão, que consegue libertar o médico e seu filho.
Com ajuda de Mercedes (Suzana Faini), empregada eternamente apaixonada pelo vilão,  Rosália consegue fugir das investidas do marido. Já Ramos e Adriano, cada vez mais cientes de que a morte da mãe do rapaz é a chave para descobrir o que houve com Joana, resolve exumar o corpo da primeira esposa de Monserrat e descobre que a sepultura está vazia. A partir disso, os amigos saem em busca de pistas, já Joana começa a recobrar a memória.
Mas o que importa para o vilão é ter sua primeira noite com Rosália, que se esquiva alegando que Monserrat é bígamo e por isso não vai ceder as suas investidas.
Seguindo uma pista dada por Carola, que recebe uma ajuda financeira mensal, vinda de Paris através do banco de seu pai, Dr. Ramos descobre que Joana na verdade é na verdade Barbara, a primeira esposa do vilão. Em sua reta final, o médico revela a todos que é o verdadeiro para Adriano.
No passado, Barbara teve um filho com Dr. Ramos e teve sua criança afastada por Monserrat, que tentou matar o menino, fruto dessa traição.  Para não assumir que foi traído, o vilão preferiu simular o acidente da esposa e registrar o filho bastardo como legitimo.
Adriano, que pretendia fugir com Rosália, têm seus planos adiados, já que Paula descobre toda a verdade e corre contar para o vilão, que resolve sequestrar a amada e prende-la numa torre.. No lugar da amada aparece a vilã e o filho de Barbara resolve ficar. No dia seguinte, chega de Paris a verdadeira Joana, que é mais conhecida como a cortesã Nanette, e juntas prometem destruir o vilão, que é denunciado por bigamia.
Nos últimos capítulos, Monserrat vai se esconder na torre em que prendeu a heroína, para não ser preso por bigamia. Nessa ocasião, Dr. Ramos segue o vilão e o chama para um duelo, enquanto isso Rosália consegue fugir.  Durante a batalha, Monserrat se deixa ser atingido e morre em uma das cenas inesquecíveis da novela.

Já Adriano está quase casando com Paula, quando são surpreendidos por um rapaz que se diz pai do filho da vilã. Sem opção, a megera é obrigada a se casar com o homem. Assim como começou, Adriano pode enfim ser feliz com Rosália, lhe desejando: Feliz 1904, 1905, 1906...” durante um baile de mascaras durante a virada do ano.
Direito de Amar foi uma adaptação de Walter Negrão baseado em uma rádio novela de Janete Clair: Noiva das Trevas, escrita em 1950. A trama original se passava em 1800, mas o autor preferiu modificar para 1900, e contava a história de uma  noiva que andava pelas ruas a noite, mas nessa adaptação tal fato foi abolido e somente os nomes dos personagens originais foram mantidos, além da espinha dorsal da trama.
A cidade cenográfica da novela foi construída em Guaratiba,na zona oeste do Rio de Janeiro e contava com detalhes que caracterizavam a capital carioca do inicio do século XX, em especial a Rua da Saúde, que ganhou forte reconstituição. Em outros destaques estão a pensão de Esmeralda, o consultório de Dr. Ramos e a confeitaria, que era livremente inspirada na Confeitaria Colombo, que ficava no centro da cidade. Na trama o local era palco de aspirações para os modernistas no novo século. As cenas iniciais, do baile de mascaras foram gravadas no Palácio de Cristal em Petrópolis e contou com uma luz difusa para melhor reproduzir a época.
A equipe de figurino e caracterização, sob a responsabilidade de Paulo Louis vestiu mais de 500 figurantes nas cenas iniciais do baile de mascaras. O figurinista revelou que para essas sequências os trabalhos começavam as 8 da manhã para que estivesse todo pronto as 22h, o momento de gravar. Paulo ainda ressalta que a personagem Rosália mostrava muito bem o amadurecimento da mulher da época: quando jovens cabelos soltos e tecidos leves, já adultas ou casadas o penteado deveria manter o cabelo preso, além de usar roupas mais fechadas.
Na época, a Rede Globo voltava a produzir novelas das 18h, depois de três meses de interrupção devido a uma ameaça do Sindicato dos Artistas e Técnicos em  Espetáculos e Diversões do Rio de Janeiro, que exigia no máximo  6 horas de trabalhos diários para seus afiliados.  Entre a novela anterior Sinhá Moça e Direito de Amar foi exibida de maneira compacta a novela Locomotivas de Cassiano Gabus Mendes.
A novela possuía um excelente enredo, uma produção de época caprichosa e uma direção segura, que fizeram da novela um sucesso arrebatador. As cenas de réveillon do primeiro capítulo que mostravam as mudanças da virada do século eram repletas de requinte e bom gosto.
O ator Carlos Vereza foi o grande destaque da obra em sua interpretação como Francisco de Monserrat, chegando ao ponto de ser querido pelo público.  O personagem sedutor fez com que o público feminino torcesse por ele e o ator chegou a receber inúmeras cartas de telespectadoras apaixonadas. Com o vilão ganhando a simpatia do público, Walter Negrão aumentou as maldades de Monserrat, a fim de que odiassem o personagem.
Foi de Carlos Vereza a ideia final da morte de Monserrat, inspirada no duelo do livro A Montanha Mágica, de Thomas Mann. O autor Walter Negrão aceitou a sugestão e a cena continua na mente dos telespectadores.
A trilha sonora de Direito de Amar foi composta por musicas nacionais ou instrumentais e contou com musicas de: Ivan Lins / “Iluminados” (tema de abertura), Maria Bethânia/ “Sei de Cor”, João Bosco/ “Das dores do Oratório” e Milton Nascimento / “Olha” (tema de Monserrat). Curiosamente, as atrizes Carla Daniel e Claudia Raia cantavam duas musicas na trama: Bougainvilles e Fada Noturna. A capa trazia Glória Pires caracterizada de seu personagem.
Inspirada na vida da avó de Dias Gomes, A Noiva das Trevas de Janete Clair se transformou em Direito de Amar, grande sucesso de 1987, escrito por Walter Negrão com a colaboração de Marilu Saldanha, Alcides Nogueira e Ana Maria Morethzsohn. Com a direção de José Carlos Pieri e Jayme Monjardim, a novela foi exibida entre novembro de 1993 e fevereiro de 1994 no Vale a Pena Ver de Novo.
Exibida em mais de 50 países, Direito de Amor teve 172 capítulos que merecem ser revistos e acompanhados pelo telespectador que gosta de uma boa história de amor e que retrate ao mesmo tempo uma parte da história de seu pais. Uma boa novela, que todos tem o direito de assistir e voltar a amar.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

As antigas atrações da velhae boa tv Globo

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A Grande Familia dos anos 70

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Foi baseada, a princípio, no seriado norte-americano de sucesso All in the Family, tendo sido escrita por Max Nunes, Oduvaldo Viana Filho, Armando Costa e Paulo Pontes, e dirigida por Milton Gonçalves (1972) e por Paulo Afonso Grisolli (1973-1975).
A narrativa dos episódios se concentrava numa família sempre muito unida, que tentava, à sua maneira, sobreviver às dificuldades financeiras e de relacionamento. As críticas sociais eram feitas de forma muito criativa, na tentativa de driblar a censura da época, embora nem sempre fosse possível fugir dos cortes implacáveis dos censores.
Em março de 1975, a série passou a ser transmitida em cores.
A série originalmente mostra o cotidiano de uma típica família de classe média brasileira: o veterinário Lineu e da dona-de-casa Nenê, moram com seus filhos Tuco, Bebel, casada com Agostinho, Júnior, além do Seu Flor, pai de Nenê. O resultado são confusões hilariantes.
Os temas abordados, voltados para a realidade brasileira atual. Porém, as confusões da família continuam conquistando o público pela identificação com os personagens em seus conflitos e situações familiares típicas das famílias brasileiras.
Mesmo agradando ao público, o programa não atingia a repercussão esperada pela emissora. Foi então que Paulo Afonso Grisolli assumiu a direção geral do programa, chamando Oduvaldo Viana Filho e Armando Costa para adaptá-lo aos típicos hábitos e costumes brasileiros, abordando assuntos como o alto custo de vida, o desemprego e a falta de perspectivas para os jovens. Para além disso, a família se mudou para um conjunto habitacional do subúrbio, em abril de 1973. O objetivo era aumentar os índices de audiência, que não estavam agradando à Rede Globo, e as mudanças surtiram efeito: em apenas dois meses a audiência do humorístico disparou, vindo finalmente o sucesso popular e a total adesão da crítica ao programa.
Com a morte de Oduvaldo Viana Filho, em 1974, outro autor teatral, Paulo Pontes, assumiu o cargo de redator principal, mas o clima de consternação na equipe foi tão grande que a série foi cancelada no ano seguinte.

Elenco

Elencos

1º Elenco
2º Elenco
3º Elenco

Todos que já passaram pela Grande Família

e outros.
  • Esta foi a primeira comédia de situação (sitcom) exibida pela Rede Globo.
  • Em sua fase inicial, A Grande Família foi uma versão da série americana All in the Family, porém, para haver uma maior identificação do público com os personagens e, consequentemente, uma melhor audiência, o programa e os personagens foram reformulados, para torná-los tipicamente brasileiros.
  • O programa foi ao ar todas as quintas - feiras. O primeiro episódio foi transmitido ao vivo. foram produzidos 112 episódios.
  • A presença do personagem Júnior (Osmar Prado) se justificava em uma necessidade política do autor do seriado, Oduvaldo Viana Filho, o Vianinha, para fazer críticas sociais. por conta disso, era quase sempre censurado, e alguns episódios chegaram a ser proibidos de irem ao ar.
  • Djenane Machado se negou a continuar no segundo ano da série. Disse que não queria ficar marcada pelo seriado. foi então substituída de um episódio para o outro por Maria Cristina Nunes. e durante o episódio não se falou nada da substituição. Apenas um dos personagens disse que ela estava "um pouco diferente"
  • A primeira versão estreou no mesmo dia que a série Shazan, Xerife & Cia. A série infantil começou às 21 horas e A Grande família às 21:30 horas, ambas com 25 minutos de duração. Depois, Shazam, Xerife & cia mudou de horário e A Grande família passou a ter 45 minutos e a começar às 21 horas.
  • Em março de 1975, em sua primeira versão, o programa passou a ser transmitido em cores, mas logo foi suspenso, por causa da morte de Oduvaldo Viana Filho. No ano seguinte, Paulo Pontes, que substituiu Vianninha como redator principal, também viria a falecer.
  • Nos primeiros episódios da versão atual, a atriz Suely Franco participava da série como Juva, namorada de Seu Floriano. Na versão original a personagem chamava-se Joventina e era vivida por Elza Gomes.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Supermanoela


Supermanoela foi uma telenovela brasileira, exibida no horário das 19 horas pela Rede Globo, de 21 de janeiro a 2 de julho de 1974. Foi escrita por Walter Negrão e produzida em preto-e-branco. Contou com 138 capítulos. Elenco 
 Marília Pera - Manoela
 Paulo José - Marcelo 
Irene Stefânia - Laurita
 Carlos Vereza - Solano 
Antônio Pedro - Chicão
 Fausto Rocha - Gabriel
 Carlos Alberto Riccelli - Ribamar
 Zilka Salaberry - Carolina 
 Suzana Gonçalves - Regina 
Carmem Monegal - Sílvia
 Lúcia Alves - Rachel
 Roberto Pirillo - Paulo 
 Gracindo Júnior - Mário 
Rubens de Falco - Diógenes
 Daisy Lucidy - Maria Elvira 
Sérgio Britto - Jorge Curiosidades desta trama da globo: 
Marília Pêra não gostou de ter feito a telenovela e só voltaria à teledramaturgia oito anos depois, na minissérie Quem Ama não Mata. Sua próxima novela seria Brega & Chique, treze anos depois. Carmem Monegal e Carlos Alberto Riccelli, casados na época e que estreavam na emissora carioca, pediram rescisão de seus contratos durante a novela, por discordarem do texto. Suzana Gonçalves, que interpretou Regina, é irmã de Suzana Vieira. Todos os 138 capítulos dessa novela se perderam no incêndio da Tv Globo canal 4 do Rio de Janeiro em 4 de Junho de 1976.Trilha sonora Nacional "Quando Me Sinto Só" - Wanderley Cardoso "Marcelo, o Belo" - Coral Som Livre "Moça do Rosto Bonito" - Wanderley Cardoso "Toró de Lágrimas" - Djalma Dias "Simplesmente" - Maria Creusa "Supermanoela" - Betinho "Manuela" - Rildo Hora "Laura" - Pery Ribeiro "Dona de Casa - Antônio Carlos & Jocafi "Oi Lá" - Eustáquio Sena "Pernoite" - Waltel Branco "Presunçosa" - Djavan Internacional "Sylvia" - Stevie Wonder "The Love I Lost" - Allen Brown "Hey Hey" - Pop Concerto Orchestra "Betcha By Golly, Wow!" - The Stylistics "Witch Doctor Bump (Melô do Pato)" - The Chubukos "You Are Everything" - Diana Ross & Marvin Gaye "Goodbye Yellow Brick Road" - Elton John "I'm Falling In Love With You" - Little Anthony & The Imperials "Hot Rod" - Willy Zango & The Mechanics "Devil Or Angel" - Brian Hyland "Chérie Sha La La" - Anarchic System "Parlez-moi de Lui" - Nicole Croisille "Like I Do" - Pat McManus "Softly" - Free Sound Orchestra

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

De Quina Pra Lua-85/86

 


De Quina Pra Lua foi uma telenovela brasileira produzida e exibida pela Rede Globo no horário das 18 horas, entre 21 de outubro de 1985 e 25 de abril de 1986 em 161 capítulos.
Foi escrita por Alcides Nogueira, com supervisão de texto de Benedito Ruy Barbosa, direção de Atílio Riccó, Mário Márcio Bandarra e Ricardo Waddington.

Sinopse 

A história começa quando José João Batista (Milton Moraes), mais conhecido como Zezão, morre atropelado, após ganhar uma fortuna na Loteria. O cartão premiado acaba sendo enterrado com ele, para desespero da família, que não encontra o bendito papel que poderá enriquecê-los. Angelina (Eva Wilma), mulher de Zezão, e os quatro filhos, Pedro (Buza Ferraz), Jesus (Taumaturgo Ferreira), André (Mateus Carrieri) e Maria de Fátima (Isabela Garcia), procuram em todos os lugares possíveis, até que Angelina tem uma visão do falecido marido, e ele lhe diz ter sido enterrado com o cartão, que está no bolso de seu paletó. Ela decide, então, desenterrar o corpo de Zezão. Quando abrem o caixão, a família descobre que o cadáver está apenas de cuecas e deduzem, então, que o bilhete fora roubado. Inicia-se aí a trama principal da novela: a busca pelo cartão desaparecido.
O professor Dante Cagliosto (Agildo Ribeiro) é mais um personagem chave para a trama principal da novela. Grande amigo de Zezão, Cagliosto é professor de matemática, mas suas verdadeiras paixões são a astronomia e a ópera, que ouve o dia inteiro. Quando fica sabendo da confusão, Cagliosto decide ajudar a família de seu grande amigo e passa a coordenar a procura pelo cartão premiado. No passado, Cagliosto foi apaixonado por Angelina. Agora, com a morte de Zezão, os dois voltam a se aproximar. Quem não gosta nada da história é a manicure Mariazinha (Elizabeth Savalla), sua namorada. Juntos, eles formam um triângulo amoroso bem-humorado. Ela decide ajudar Cagliosto a encontrar o cartão, pois foi ela quem atropelou Zezão. Culpada, Mariazinha passa a ser uma das mais dedicadas na busca pela mina de ouro.
Outros personagens que também vão atrás do cartão premiado são o padre Antônio (Felipe Carone), amigo da família, e Silva (Hugo Carvana), um homem de negócios escusos, muito ambicioso, que pretende se beneficiar com a história. Ele fica sabendo do cartão premiado através de seu filho, Marcos (Marco Antônio Pamio), que namora Maria de Fátima.
Ainda nos capítulos iniciais, Zezão também aparece para Padre Antônio. Ele revela que um ladrão de cemitério roubou o cartão e pede que Angelina não desista da busca. Com a ajuda de Mariazinha, Cagliosto consegue finalmente encontrar o tal ladrão, mas, para complicar ainda mais a história, o homem revela que vendeu o paletó para um passante na Lapa. A partir daí, o terno de Zezão passa pelo armário de várias pessoas, e Mariazinha e Cagliosto têm muita dificuldade de encontrá-lo. - Zezão pede permissão para voltar à Terra para proteger sua família, sem que ela perceba sua presença. Ele chega acompanhado pelo anjo Cróvis (José Dumont). Confusos e atrapalhados, os dois enfrentam diversos obstáculos enquanto procuram o cartão premiado. Para complicar ainda mais a vida dos dois, Cróvis se apaixona platonicamente por Maria de Fátima, mas não pode ser visto e nem ouvido pela jovem.
Outro romance que movimenta a novela é o de Laura (Dora Pelegrino) e Bruno (Paulo Betti). Laura é filha do primeiro casamento de Silva e vive em conflito com a madrasta, Silvia (Tamara Taxman). É sensível, inteligente e bom-caráter, o oposto do pai. Bruno é o braço direito de Silva nos negócios, o que acaba deixando Laura desconfiada de seu caráter.
Após muitas buscas, os jornais informam que o ganhador do prêmio finalmente resgatara o dinheiro no banco. Misteriosamente, a fortuna aparece na sala da casa de Angelina, para surpresa e alegria de toda a família. O responsável pela ação foi o anjo Serafim (José Augusto Branco), que veio à Terra como um mendigo para ajudar Zezão a desvendar o mistério sobre o cartão roubado.
Outro desfecho aguardado era o destino de Mariazinha, Cagliosto e Angelina. Depois de envolver-se com Angelina, chegando a pedir sua mão em casamento, Cagliosto descobre finalmente que seu verdadeiro amor é Mariazinha e decide ficar com ela. Quem fica satisfeito com a união dos dois é Zezão, que não queria de jeito nenhum que Angelina se casasse com seu melhor amigo. Angelina termina sozinha e feliz, perto dos filhos e com o falecido marido olhando por ela.

Elenco 


  


  


 
Trilha sonora:

Nacional 

Capa: Elizabeth Savalla