sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Ex-apresentadoras demitidas do SBT detonam Silvio Santos na Record

Silvio Santos é amado por muitos, mas tem gente que não tem apenas elogios para falar dele. O “Programa do Porchat” recebeu Mariane Dombrova, que apresentou programas infantis no SBT entre 1989 e 1991, e Jackeline Petkovic, ex-“Bom Dia & Cia”, nesta quinta-feira (2), e elas soltaram o verbo.
O apresentador perguntou sobre Silvio e Mariana disparou: “Agora está um pouco pior. Ele sempre teve esse jeito de gerenciar a emissora, é seu filho, vai morrer ali. Não interessa contrato: se ele quer, coloca, se não quer, tira. E muda de uma hora para outra. Tem que ter estômago e ser forte para aguentar”.
Sobre a sua demissão, simplesmente por ter cortado o cabelo bem curto, ela explica: “Fiquei rebelde, me deu 5 segundos e cortei meu cabelo Joãozinho. Além do meu programa, eu participava do dele, toda semana estava lá. Quando o Silvio me viu, nem cumprimentou, passou pro seguinte”.
“Gravei mais uma semana e, no dia do meu aniversário, veio um telegrama com minha demissão. Se o cabelo foi uma coincidência ou não, não sei”, revela. “Não me arrependi de nada, aconteceram outras coisas. Fazia muito shows, fechei 253 shows em circo, com três, quatro sessões no fim de semana”, ressalta.“Isso me manteve muito ocupada. Em 1994 fui chamada pela CNT e logo depois pela Record. Quando saí da TV, eu me formei em Letras e dei aula pra 7a e 8a série. Os alunos não me reconheciam, só os pais”, completa. Jackeline, por sua vez, falou sobre os bastidores do programa “Fantasia”.
“Eram 90 meninas usando tênis sem meia, era um chulé absurdo no camarim. O Silvio mandava bilhete mandando cortar o cabelo”, revela. Quanto ao “Bom Dia & Cia”, ela conta: “Não sei como a gente conseguia, meu programa tinha 2 mil de verba por mês. A gente fazia milagre, tinha que usar a imaginação, ser criativo”.

Natal se chegando

 

quarta-feira, 9 de março de 2016

O Rebu Chamada de Estreia em outubro de 1974

O Rebu, a qual teve o título provisório de A Festa, é uma telenovela brasileira que foi produzida pela Rede Globo e exibida de 4 de novembro de 1974 à 11 de abril de 1975, às 22h, substituindo O Espigão e sendo substituída por Gabriela. Escrita por Bráulio Pedroso, foi dirigida por Walter Avancini e Jardel Mello, com supervisão de Daniel Filho, totalizando 112 capítulos. Os desenhos da abertura foram criados pela artista plástica Marguerita Fahrer1 e animadas por Cyro Del Nero.2 Era comum na época um texto narrado durante as cenas dos próximos capítulos, a desta telenovela era: "Festa, rebu, rebuliço... crime. O rebu. A vida de cada um. A culpa de todos!"




A estreia da telenovela marcou a integração da rede nacional da Rede

Globo, já que na época havia atrasados na apresentação dos capítulos das

novelas entre as praças como São Paulo e Rio de Janeiro, onde os capítulos exibidos em São Paulo já tinham sido exibidos dois dias antes no Rio de Janeiro. A Rede Tupi foi a primeira emissora a uniformizar sua programação em rede nacional, a partir de 1 de julho de 1974, com a estreia da novela A Barba Azul. Na Globo, isso aconteceu logo em seguida, com a estreia de O Rebu, em 4 de novembro de 1974 





A novela foi reapresentada entre 5 de março e 29 de junho de 1984, às 22h15, exibida pela TV Globo Brasília e todos os seguintes estados, em versão compacta de 85 capítulos, de segunda a sexta-feira.




Elenco




Do Baú-Topo Gigio

Topo Gigio





O Topo Gigio é uma personagem de um programa infantil, criada na Itália, em 1958, por Maria Perego.
Topo Gigio é um rato com uma personalidade infantil, muito popular na Itália durante várias décadas. Atua regularmente no concurso Sequim d'Ouro. Fora da Itália, Topo Gigio já fez parte de outros programas de televisão como o Ed Sullivan's Show, nos Estados Unidos, ou Topo Gigio and the Missile War (1966, dir. Kon Ichikawa) e Nippon Animation (1988), um cartoon, no Japão. Fez, também, sucesso no Brasil, em programas apresentados por Agildo Ribeiro em 1969, e emPortugal, em 1979, num programa televisivo apresentado por Rui Guedes e onde António Semedo lhe dava a voz. Mais recentemente, na década de 1990, entrou em programas como o Big Show Sic, de João Baião.
Na década de 1980, o Topo Gigio voltou à TV brasileira na Rede Bandeirantes, em 1983 com o programa "Boa Noite Amiguinhos" e novamente em 1987, agora em parceria com o ator Ricardo Petraglia, chamado pelo Topo Gigio de Dick Petra. Nessa época também foram lançados no Brasil dois LPs com o Topo Gigio: "Topo Gigio no Brasil" em 1987 e "Topo Gigio Volume 2" em 1988. Ainda em 1987, um filme foi produzido pela TV Bandeirantes: "Topo Gigio - No Castelo do Conde Drácula".
Na década de 90, Topo Gigio voltou à televisão, só que desta vez na Tele 5, na Espanha, em 1992, em seu quadro fixo no Xuxa Park da Espanha onde sempre com muito humor junto com Xuxaonde sempre seu objetivo era conseguir namorar a Rainha.
Em 2000, a Rede Globo tentou trazer o boneco de volta, no programa Zorra Total, mas os altos custos de direitos de imagem cobrados pela empresa italiana impediram que o projeto continuasse.http://www.topogigio.it/images/classico.pnghttp://memoriaglobo.globo.com/data/files/19/95/79/4F/41F1E31052249ED3494B07A8/globo__Topo%20Gigio%20Especial%20TV%20Globo__gallefull.jpg

Dorinha Duval " estrelas da Globo'

Dorinha Duval
 Dorinha Duval, nome artístico de Dora Teixeira (São Paulo, 21 de janeiro de 1929) é uma atriz e vedete brasileira.Em 1960, Dorinha participou do filme As Aventuras de Pedro Malasartes, no qual contracenou com Mazzaropi. Em 1973 participou da novela o O Bem-Amado como Dulcinéia Cajazeira. Também interpretou a primeira personagem Cuca do Sítio do Picapau Amarelo em 1977.
Já em 2002 lançou suas memórias autobiográficas num livro intitulado "Em busca da luz".No apartamento da atriz Dorinha Duval,  no Rio, a decoração é quase toda feita por quadros e esculturas com temas esotéricos.Fotos: Leandro PimentelFotos: Leandro Pimentel Mais do que uma questão de gosto, as peças – a maioria feita por ela – são a prova de como Dorinha conseguiu superar uma tragédia pessoal que marca sua vida desde 1980. Foi nas artes plásticas e no estudo do esoterismo que a atriz arranjou forças para dar a volta por cima depois de ter matado com três tiros o marido, o cineasta Paulo Sérgio Alcântara, na época com 35 anos, durante uma discussão.
Atualmente, Dorinha é artista plástica eesoterica , embora continue contratada pela Rede Globo
Hoje, o esoterismo não é só tema das obras de Dorinha. Há 16 anos, a atriz é sacerdote da Ordem Mística da Inspiração Universal Mestrado, entidade que congrega cerca de 200 membros no Rio e se dedica a estudos do esoterismo e a trabalhos de cura. “Depois de estudar lá desde 1977, cheguei ao sacerdócio e hoje posso fazer batismo, casamento, tudo dentro da Ordem”, explica. Dorinha, que vive da aposentadoria da Rede Globo, começou a se dedicar às artes plásticas em 1987. “Crio quando vem a inspiração”, diz. Suas obras já figuraram em exposições na França, Itália e Egito, entre outros países.
Mãe da atriz Carla Daniel, Dorinha acaba de ser avó. “Estou babando. Aos 73 anos, prestes a embarcar para o outro lado, sou avó”, diz ela, que se recusa a dizer o nome da neta, de cinco meses. Mesmo longe da tevê há mais de 20 anos, a atriz que fez a Cuca da primeira versão do Sítio do Pica Pau Amarelo ainda é parada nas ruas por um fã ou outro. Voltar a atuar, porém, está fora de seus planos. “Deus me concedeu a graça de hoje assistir à tevê como qualquer pessoa, sem ficar me remoendo por não estar mais trabalhando. Talvez minha personalidade tenha ficado para trás e tenha outra agora. Sou outra pessoa”, diz ela.
 Trechos do livro
 CRIME
“A discussão ficou mais violenta e descambou para a agressão física: Paulo começou a dar tapas e pontapés. (...) Um tapa me atingiu em cheio. Fugi dele, abri a gaveta e peguei o revólver. Então, apontei a arma e disse que ia atirar. Ele não pareceu acreditar, continuou me ameaçando do mesmo jeito. Senti-me acuada. Como ele mesmo havia me ensinado, mas sem a menor consciência, disparei as balas do revólver até que enguiçou. Acho que, ali, matei a mim mesma, morri junto com ele...”

Tentativa de suicídio
“Minhas perdas sempre foram muito sérias, a começar pela virgindade. Talvez por causa disso, eu tenha tentado o suicídio quando o Daniel Filho me abandonou. Fiquei desesperada, estávamos casados há 11 anos. Tomei não sei quantos comprimidos e apaguei. Minha filha, então com sete anos, ligou para o Fábio Sabag.
– Tio, tio, a mamãe está morrendo...
O Sabag veio correndo e me levou para um hospital em Botafogo. Fiz lavagem estomacal (...) O lado da luz venceu e voltei a mim.( fonte:
Luís Edmundo Araújo da Revista Isto É,e wikipedia)

Atuação na televisão

O Primeiro Amor

O Primeiro Amor é uma telenovela brasileira produzida e exibida pela Rede Globo entre 24 de janeiro e 20 de outubro de 1972 às 19 horas, substituindo Minha Doce Namorada e sendo substituída por Uma Rosa com Amor.
Escrita por Walter Negrão e dirigida por Régis Cardoso e Walter Campos, e contou com 227 capítulos. Foi produzida em preto-e-branco, sendo a 10ª "novela das sete" exibida pela emissora.
TRAMA-O professor Luciano Lima chega à cidade de Nova Esperança, em Santa Catarina, para assumir a direção de um colégio. Viúvo e melancólico, Luciano contrata a governanta Paula para cuidar dos seus quatro filhos: Rui, Babi, Júnior e Zizi. O professor acaba se apaixonando por Paula e o romance enfrenta forte resistência de Babi, a mais rebelde dos quatro .
Luciano também encontra dificuldades para lidar com o colégio. Seu primeiro amor, a professora de inglês Maria do Carmo faz de tudo para se apossar do cargo de diretor. Paralelamente, uma turma de alunos rebeldes e desajustados, liderada pelo motoqueiro Rafa, tumultua o ambiente escolar e incomoda os outros estudantes . Rafa é inconsequente e desperta a atenção de Helena, jovem estudante a quem não dá importância.
Nesse cenário de tumulto no colégio aparece a psicóloga Giovana, contratada por Luciano para lidar com os alunos transgressores. A profissional também se apaixona pelo professor, formando um triângulo amoroso com Paula .
Temos também a história de Shazan e Xerife, amigos de infância que trabalham na oficina de bicicletas de Nova Esperança. Shazan é filho de Seu Quim e Dona Júlia, já Xerife é irmão de Astúria. A dupla de trapalhões é inventora de objetos estranhos como a Camicleta - cruzamento de caminhão com bicicleta. Além disso, tem como maior objetivo buscar uma peça mágica para construir uma bicicleta voadora .
 ELENCO;
Sérgio Cardoso Professor Luciano Lima
Leonardo Villar
Rosamaria Murtinho Paula
Aracy Balabanian Giovana
Tônia Carrero Professora Maria do Carmo
Paulo José Shazan
Flávio Migliaccio Xerife
Suzana Gonçalves Bárbara Lima (Babi)
Marco Nanini Rui Lima
Nívea Maria Helena
Marcos Paulo Rafael (Rafa)
Renata Sorrah Mariana
Roberto Pirillo Hélio
Elza Gomes Dona Júlia
Sadi Cabral Seu Quim
Zezé Macedo Astúria
Macedo Neto Euclides
Célia Biar Olga
Jardel Mello Professor Silas
Lícia Magna Zeni do Cartório
Murilo Nery Vicente
Darcy de Souza Professora Aracy
Dary Reis Dr. Matheus
Patrícia Bueno Sílvia
Ênio Carvalho Léo
Djenane Machado Glória (Glorinha)
Reinaldo Gonzaga Maurício
Angelo Antônio Moby Dick
Rosana Garcia Zilda Lima (Zizi)
Herivelto Martins Filho Luciano Lima Júnior (Júnior)

sexta-feira, 24 de julho de 2015

O BOFE - REDE GLOBO 1972

O Bofe foi uma telenovela brasileira, produzida e exibida pela Rede Globo às 22 horas, entre 17 de julho de 1972 e 26 de janeiro de 1973, em 143 capítulos  , substituindo Bandeira 2 e sendo substituída por O Bem-Amado. Foi a 16ª "novela das dez" exibida pela emissora. Escrita por Bráulio Pedroso  e dirigida por Daniel Filho e Lima Duarte , foi a última novela produzida em preto-e-branco no horário.
Teve Jardel Filho, Cláudio Marzo, Betty Faria, José Wilker, Cláudio Cavalcanti, Ilka Soares, Eloísa Mafalda, Paulo Gonçalves, Susana Vieira, Nilson Condé, Renée de Vielmond, Zilka Salaberry e Ziembinski nos papéis principais.


A trama apresentava vários personagens e tipos caricatos e excêntricos que lutam por ascensão social e, em contato uns com os outros, transformavam a novela numa imensa crônica social:
Guiomar, uma bela viúva suburbana, era uma mulher tão insegura que saía de peruca loira para procurar emprego em Copacabana. Extremamente sensível, Guiomar vivia com a mãe, a velha polaca Stanislava Grotowiska, que se embebedava de xarope e sonhava com um príncipe trapezista.
 Dorival e Demetrius são mecânicos. Grandes amigos e parceiros na oficina de Sérgio Marreta no subúrbio, os dois são perfeitas encarnações da gíria “bofe”: broncos, mal-educados e com uma queda para a pilantragem. Nos finais de semana, Dorival se veste impecavelmente, com terno e gravata, para impressionar as moças ricas, que tenta conquistar nos seus passeios pela Zona Sul. Num desses passeios, acaba impressionando e se apaixonando por Guiomar, julgando-a rica. Já Demetrius, conhecido como O Grego, é especialista em reformar carros destruídos para revendê-los como novos. Seu “talento” é recompensado quando ele é descoberto pelo marchand Bianco e se torna famoso como artista plástico.
Bandeira, personificação da crítica ao mundo de aparências e aos falsos artistas, é um hippie subversivo e decorador de interiores. Arranca dinheiro dos ricos deslumbrados que buscam o que há de mais moderno e "artístico" em decoração. O decorador aplica no apartamento dos clientes o seu peculiar estilo, que consiste em destruir a mobília e pintar, toscamente, as paredes de preto-e-branco.
Outro personagem é Manoel Carlos, conhecido como Maneco, herdeiro da abastada tia Carlota. Para apressar a morte da tia e se apoderar da fortuna, Maneco conta com a ajuda do amigo Bandeira para arquitetar várias armadilhas contra a velha que sempre escapa ilesa na última hora.
Carlota é uma senhora simpática, abnegada e extremamente religiosa que era apaixonada pelo Padre Inocêncio, na verdade outro picareta de olho na sua fortuna . O único personagem disposto a ajudar Tia Carlota é o Dr. Paulo Munhoz, médico da senhora que não aceitou ser comprado por Maneco e Bandeira.
Suzana Leopoldina era uma nova-rica noiva do francês Sávio Chatellié e que fazia de tudo para se adequar à alta sociedade. Dublê de socialite, era conhecida pela seu comportamento cafona e espevitado. Fazia parte do júri no programa Buzina do Chacrinha.
Gonzaguinha era uma grotesca macumbeira, que lembrava uma desajeitada bruxa.. Na verdade, uma maneira imoral que encontrou para ganhar dinheiro. Vivia com os três filhos: o sedutor Caíto que, para enriquecer, queria dar o golpe do baú na rica e mimada Débora, filha do falido empresário José Pistola e da dondoca Consuelo, casal que faz de tudo para manter a alta posição social; a caçula Sandra, menina esperta e companheira da mãe na imoralidade; e Marilene, o oposto de todos: simples e extremamente honesta. Vendedora de livros e melhor amiga de Guiomar, Marilene era apaixonada por Demetrius, mas vivia em atrito com ele constantemente.

Elenco

Ator  Personagem 
Jardel Filho Dorival
Cláudio Marzo Demetrius (O Grego)
Betty Faria Guiomar
Ziembinski Stanislava Grotowiska
Zilka Salaberry Tia Carlota Vidigal
José Wilker Bandeira
Cláudio Cavalcanti Manoel Carlos Vidigal (Maneco)
Ilka Soares Suzana Leopoldina
Eloísa Mafalda Gonzaguinha
Paulo Gonçalves Padre Inocêncio
Susana Vieira Marilene
Nilson Condé Caíto
Renée de Vielmond Débora Pistola
Elizângela Sandra
Paulo Villaça Dr. Paulo Munhoz
José Lewgoy Barão Sávio Chatellié
Miriam Pires Consuelo Pistola
Jorge Dória José Pistola
Edson França Bianco
Darlene Glória Wilma
Milton Moraes Sérgio Marreta
Marilu Bueno Margarida (Margot)
Walter Stuart Gino
Márcia Rodrigues Kátia
Felipe Wagner Santelmo
Vera Manhães Martina
Juan Daniel Seu Francisco
Margarida Rey Dona Sara



  • A palavra "bofe" era gíria da época que designava homem feio, sem jeito, desengonçado e mal-arrumado, mesma caracterização dos mecânicos Dorival e Demetrius, interpretados por Jardel Filho e Cláudio Marzo, respectivamente. Há alguns anos, a gíria passou a ser utilizada pelas comunidades gays e pelo público feminino com denotação contrária: homem atraente, másculo e bonito .
  • O Bofe foi a primeira e última telenovela dirigida por Lima Duarte na Rede Globo. Já tinha tido a experiência com o sucesso Beto Rockfeller (1968), na Tupi, dentre outras novelas.
  • Bráulio Pedroso precisou se afastar da novela por conta de uma hepatite e foi substituído pelo estreante Lauro César Muniz, que havia sido contratado pela TV Globo para escrever o seriado Shazan, Xerife e Cia. O novo autor procurou manter o tom irônico do texto, mas em uma linha menos fantasiosa, a fim de reforçar a identidade do público com os personagens, já que a novela não ia bem em termos de audiência. Mesmo ganhando um viés mais realista, a novela manteve seu apelo fantástico no capítulo final, que teve três desfechos diferentes, dando ao telespectador a oportunidade de escolher o seu favorito. A última cena reuniu todos os personagens da novela, vivos e mortos  .
  • José Wilker, inconformado com a saída de Bráulio Pedroso, pediu para deixar o elenco da telenovela  . Autor e diretores se reuniram a fim de discutir um final coerente ao personagem de Wilker, optando pela morte dele. E assim se fez: Bandeira, seu personagem, ao ouvir uma piada do amigo Maneco, morreu de tanto rir!

  • O Bofe marcou a estreia de José Lewgoy  , Marilu Bueno e Jorge Dória na TV Globo.
  • Stanislava Grotowiska, brilhantemente interpretada por Ziembinski, foi a primeira personagem travestida da história da telenovela brasileira, uma ideia do próprio ator .
  • Cláudio Marzo, pela primeira vez, deixou de interpretar um galã para encarnar a caótica figura do artista plástico Demetrius, um desiludido, com uma imensa barba e um jeito sujo de ser - embora um elemento poético da história, citando trechos de poesias de Mário de Sá Carneiro .
  • Suzana Leopoldina, a personagem de Ilka Soares, foi inspirada na socialite Sílvia Amélia de Waldner .
  • No papel de Inocêncio, um picareta, o ator Paulo Gonçalves dava um golpe fazendo passar-se por padre. Quando a Censura percebeu a "jogada" (depois de todo mundo), obrigaram o autor a manter o personagem como padre, punindo-o devidamente no final  .