sexta-feira, 24 de julho de 2015

O BOFE - REDE GLOBO 1972

O Bofe foi uma telenovela brasileira, produzida e exibida pela Rede Globo às 22 horas, entre 17 de julho de 1972 e 26 de janeiro de 1973, em 143 capítulos  , substituindo Bandeira 2 e sendo substituída por O Bem-Amado. Foi a 16ª "novela das dez" exibida pela emissora. Escrita por Bráulio Pedroso  e dirigida por Daniel Filho e Lima Duarte , foi a última novela produzida em preto-e-branco no horário.
Teve Jardel Filho, Cláudio Marzo, Betty Faria, José Wilker, Cláudio Cavalcanti, Ilka Soares, Eloísa Mafalda, Paulo Gonçalves, Susana Vieira, Nilson Condé, Renée de Vielmond, Zilka Salaberry e Ziembinski nos papéis principais.


A trama apresentava vários personagens e tipos caricatos e excêntricos que lutam por ascensão social e, em contato uns com os outros, transformavam a novela numa imensa crônica social:
Guiomar, uma bela viúva suburbana, era uma mulher tão insegura que saía de peruca loira para procurar emprego em Copacabana. Extremamente sensível, Guiomar vivia com a mãe, a velha polaca Stanislava Grotowiska, que se embebedava de xarope e sonhava com um príncipe trapezista.
 Dorival e Demetrius são mecânicos. Grandes amigos e parceiros na oficina de Sérgio Marreta no subúrbio, os dois são perfeitas encarnações da gíria “bofe”: broncos, mal-educados e com uma queda para a pilantragem. Nos finais de semana, Dorival se veste impecavelmente, com terno e gravata, para impressionar as moças ricas, que tenta conquistar nos seus passeios pela Zona Sul. Num desses passeios, acaba impressionando e se apaixonando por Guiomar, julgando-a rica. Já Demetrius, conhecido como O Grego, é especialista em reformar carros destruídos para revendê-los como novos. Seu “talento” é recompensado quando ele é descoberto pelo marchand Bianco e se torna famoso como artista plástico.
Bandeira, personificação da crítica ao mundo de aparências e aos falsos artistas, é um hippie subversivo e decorador de interiores. Arranca dinheiro dos ricos deslumbrados que buscam o que há de mais moderno e "artístico" em decoração. O decorador aplica no apartamento dos clientes o seu peculiar estilo, que consiste em destruir a mobília e pintar, toscamente, as paredes de preto-e-branco.
Outro personagem é Manoel Carlos, conhecido como Maneco, herdeiro da abastada tia Carlota. Para apressar a morte da tia e se apoderar da fortuna, Maneco conta com a ajuda do amigo Bandeira para arquitetar várias armadilhas contra a velha que sempre escapa ilesa na última hora.
Carlota é uma senhora simpática, abnegada e extremamente religiosa que era apaixonada pelo Padre Inocêncio, na verdade outro picareta de olho na sua fortuna . O único personagem disposto a ajudar Tia Carlota é o Dr. Paulo Munhoz, médico da senhora que não aceitou ser comprado por Maneco e Bandeira.
Suzana Leopoldina era uma nova-rica noiva do francês Sávio Chatellié e que fazia de tudo para se adequar à alta sociedade. Dublê de socialite, era conhecida pela seu comportamento cafona e espevitado. Fazia parte do júri no programa Buzina do Chacrinha.
Gonzaguinha era uma grotesca macumbeira, que lembrava uma desajeitada bruxa.. Na verdade, uma maneira imoral que encontrou para ganhar dinheiro. Vivia com os três filhos: o sedutor Caíto que, para enriquecer, queria dar o golpe do baú na rica e mimada Débora, filha do falido empresário José Pistola e da dondoca Consuelo, casal que faz de tudo para manter a alta posição social; a caçula Sandra, menina esperta e companheira da mãe na imoralidade; e Marilene, o oposto de todos: simples e extremamente honesta. Vendedora de livros e melhor amiga de Guiomar, Marilene era apaixonada por Demetrius, mas vivia em atrito com ele constantemente.

Elenco

Ator  Personagem 
Jardel Filho Dorival
Cláudio Marzo Demetrius (O Grego)
Betty Faria Guiomar
Ziembinski Stanislava Grotowiska
Zilka Salaberry Tia Carlota Vidigal
José Wilker Bandeira
Cláudio Cavalcanti Manoel Carlos Vidigal (Maneco)
Ilka Soares Suzana Leopoldina
Eloísa Mafalda Gonzaguinha
Paulo Gonçalves Padre Inocêncio
Susana Vieira Marilene
Nilson Condé Caíto
Renée de Vielmond Débora Pistola
Elizângela Sandra
Paulo Villaça Dr. Paulo Munhoz
José Lewgoy Barão Sávio Chatellié
Miriam Pires Consuelo Pistola
Jorge Dória José Pistola
Edson França Bianco
Darlene Glória Wilma
Milton Moraes Sérgio Marreta
Marilu Bueno Margarida (Margot)
Walter Stuart Gino
Márcia Rodrigues Kátia
Felipe Wagner Santelmo
Vera Manhães Martina
Juan Daniel Seu Francisco
Margarida Rey Dona Sara



  • A palavra "bofe" era gíria da época que designava homem feio, sem jeito, desengonçado e mal-arrumado, mesma caracterização dos mecânicos Dorival e Demetrius, interpretados por Jardel Filho e Cláudio Marzo, respectivamente. Há alguns anos, a gíria passou a ser utilizada pelas comunidades gays e pelo público feminino com denotação contrária: homem atraente, másculo e bonito .
  • O Bofe foi a primeira e última telenovela dirigida por Lima Duarte na Rede Globo. Já tinha tido a experiência com o sucesso Beto Rockfeller (1968), na Tupi, dentre outras novelas.
  • Bráulio Pedroso precisou se afastar da novela por conta de uma hepatite e foi substituído pelo estreante Lauro César Muniz, que havia sido contratado pela TV Globo para escrever o seriado Shazan, Xerife e Cia. O novo autor procurou manter o tom irônico do texto, mas em uma linha menos fantasiosa, a fim de reforçar a identidade do público com os personagens, já que a novela não ia bem em termos de audiência. Mesmo ganhando um viés mais realista, a novela manteve seu apelo fantástico no capítulo final, que teve três desfechos diferentes, dando ao telespectador a oportunidade de escolher o seu favorito. A última cena reuniu todos os personagens da novela, vivos e mortos  .
  • José Wilker, inconformado com a saída de Bráulio Pedroso, pediu para deixar o elenco da telenovela  . Autor e diretores se reuniram a fim de discutir um final coerente ao personagem de Wilker, optando pela morte dele. E assim se fez: Bandeira, seu personagem, ao ouvir uma piada do amigo Maneco, morreu de tanto rir!

  • O Bofe marcou a estreia de José Lewgoy  , Marilu Bueno e Jorge Dória na TV Globo.
  • Stanislava Grotowiska, brilhantemente interpretada por Ziembinski, foi a primeira personagem travestida da história da telenovela brasileira, uma ideia do próprio ator .
  • Cláudio Marzo, pela primeira vez, deixou de interpretar um galã para encarnar a caótica figura do artista plástico Demetrius, um desiludido, com uma imensa barba e um jeito sujo de ser - embora um elemento poético da história, citando trechos de poesias de Mário de Sá Carneiro .
  • Suzana Leopoldina, a personagem de Ilka Soares, foi inspirada na socialite Sílvia Amélia de Waldner .
  • No papel de Inocêncio, um picareta, o ator Paulo Gonçalves dava um golpe fazendo passar-se por padre. Quando a Censura percebeu a "jogada" (depois de todo mundo), obrigaram o autor a manter o personagem como padre, punindo-o devidamente no final  .

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Novelas Antigas

Novelas Antigas 

 
O Rebu foi uma telenovela brasileira produzida pela Rede Globo e exibida de 4 de novembro de 1974 a 11 de abril de 1975, às 22h. Escrita por Bráulio Pedroso, foi dirigida por Walter Avancini e Jardel Mello e constou de 112 capítulos.Os desenhos da abertura foram criados por Marguerita Bornstein.

Sílvia

Sinopse

A história se passava em dois dias: no primeiro, realizava-se uma festa na casa do milionário Conrad Mahler, em homenagem à princesa italiana Olimpia, e na qual ocorria um crime; no segundo, acontecia a investigação da ocorrência.Foto(José Lewgoy ) Carlos Braga & Bete Mendes (Sílvia)numa cena da novela.
Foi dividida em três fases: o presente, com a investigação do crime; o tempo da festa; e as informações sobre cada personagem.

Elenco

domingo, 19 de abril de 2015

Fera Radical (novela das seis)

http://brincabrincando.com/conteudo/programas/04_novelas%20brasileiras/fera%20radical/feraradical09.jpghttp://www.teledossie.com.br/wp-content/uploads/2013/08/malumoto.jpgFera Radical é uma telenovela brasileira produzida e exibida pela Rede Globo no horário das 6, entre 28 de março e 18 de novembro de 1988, em 203 capítulos.Escrita por Walther Negrão, Ricardo Linhares e Luís Carlos Fusco,com direção-geral de Gonzaga Blota, direção de Blota, Denise Saraceni e Fernando R. de Souza, foi a 35ª "novela das seis" exibida pela emissora.
 http://img.terra.com.br/i/2008/03/21/725384-6208-ga.jpg
 




Contou com Malu Mader, José Mayer, Carla Camurati, Laura Cardoso, Elias Gleizer, Denise Del Vecchio, George Otto, Cláudia Abreu, Thales Pan Chacon, Yara Amaral e Paulo Goulart nos papeis principais.Malu Mader interpreta "Cláudia", a protagonista de uma trama onde sua personagem vingará o massacre de sua família ocorrido na ficticia Rio Novo. Tal personagem foi considerada pelo jornal Folha de S. Paulo, a "fera radical no Dallas tupiniquim". O mesmo texto de Fera Radical, tendo sido inspirado na peça A Visita da Velha Senhora (Der Besuch der alten Dame, no idioma original), do suíço Friedrich Dürrenmatt, já havia originado outra novela do mesmo autor e produzida pela mesma emissora, Cavalo de Aço, tendo Tarcísio Meira como o protagonista Rodrigo.
"Teve 2 Trilhas uma Nacional e outra Internacional"


quinta-feira, 24 de julho de 2014

Aguinaldo Silva escreveu em 1987, sua primeira trama solo para o horário nobre da Rede Globo: O Outro.

 
O Outro contava a trama de Paulo Della Santa e Denizard de Mattos (ambos interpretados por Francisco Cuoco), dois homens distintos com impressionante semelhança física. O primeiro é um homem milionário conservador que é dono de uma grande imobiliária. Paulo é casado com Laura (Natália do Vale), sua segunda esposa e tem dois filhos do primeiro casamento: Marília (Beth Goulart) e Pedro Ernesto (Marcos Frota). O casal está em crise e a esposa insiste em manter o casamento de fachada, apesar da forte torcida contrária dos filhos. Laura planeja arrancar todos os bens do marido e para isso conta com o apoio de seu irmão João Silvério (Miguel Falabella), o grande vilão que pensa em dar um golpe no cunhado.
Denizard é um viúvo simples, alegre e boêmio, que tira o sustento de um ferro-velho (do qual é dono), no subúrbio carioca. Ele é pai de Zezinha (Cláudia Abreu), uma adolescente problemática, e namora Índia do Brasil (Yoná Magalhães), uma mulher alegre e bela que trabalha como sua secretária. Humilde, Denizard é um homem realizado que cresceu na vida graças ao próprio trabalho e que se sente feliz ao mudar-se para Copacabana.
Paulo e Denizard moram na mesma rua, a Avenida Atlântica, em Copacabana, bairro da Zona Sul do Rio de Janeiro. O milionário vive com a família na mansão do pai, Agostinho Della Santa (José Lewgoy). Lá trabalha Wilma (Arlete Salles), empregada da mansão que esconde da filha Glorinha da Abolição (Malu Mader), a identidade do pai.
Denizard mora com a filha no edifício Sobre as Ondas. Lá moram os demais personagens da trama: Liuba (Eva Todor) a fofoqueira; o síndico Demerval (Luthero Luiz); a golpista Yolanda (Wanda Cosmos); o dono de bar Gato (Milton Rodrigues); o professor de ginástica Cordeiro de Deus (Jonas Mello); a ex- miss Dodô (Isis de Oliveira) e sua filha Dedé (Luma de Oliveira) e o casal Genésio (José de Abreu) e Edwiges (Cláudia Raia) que viviam brigando por causa do ciúme dele.

No primeiro capítulo da trama, Paulo Della Santa é abordado por uma Cigana (Zilka Sallaberry) que avisa que “O outro” entrará na sua vida. Ele chega a ver Denizard entrando em um carro e ai começa a novela. O destino muda a vida dos dois durante a explosão de um posto de gasolina, onde os dois se encontram no banheiro. Por causa do incidente, o milionário é dado como morto e Denizard sofre alguns ferimentos, o que o leva a perder a memória. O dono do ferro-velho é confundido com Paulo e acaba assumindo o lugar nos negócios.
No lugar de Paulo, Denizard tenta se reintegrar no convívio da família Della Santa e nos negócios. A partir disso, o falso milionário começa a sem envolver com Laura, enquanto Zezinha e Índia do Brasil não têm certeza do que houve com Denizard, nem mesmo se ele está vivo ou morto. O publico começa a torcer a partir daí para que a verdade venha à tona.
Denizard, se passando por Paulo, começa a agir de maneira diferente do que a família Della Santa estava acostumada e desperta o interesse de João Silvério, que começa a investigar os acontecimentos do dia da explosão. O vilão então ganha a ajuda de Laura e se aproxima de Marília, no intuito de ter direito a fortuna de Paulo caso ele tenha morrido.
No decorrer da trama, Paulo (Denizard) se desencanta com Laura e começa a se envolver com Glorinha da Abolição, para desespero de Wilma, que sabe que o verdadeiro Paulo é pai da jovem. Desesperada, ela então revela que a jovem é filha do milionário. Entre as tramas que ganharam a atenção do público está à história de Gabriel (Herson Capri), um homem bom e amigo de todos, porem misterioso. Ele acaba ganhando a confiança de Agostinho e o protege das  armadilhas de João Silvério. Com isso ele conhece a filha de Wilma e se apaixona. Outro romance que conquistou o publico foi o de Zezinha e o de Pedro Ernesto, que ganha a resistência da família do rapaz, que não quer ver seu herdeiro casado com uma moça humilde.
A história vai se desenvolvendo a partir de Denizard, que vai recuperando a memória até lembrar-se do acidente. Nos últimos capítulos da trama, Paulo reaparece e emocionado, explica que sumiu por que precisava dar um jeito em sua vida. O milionário colocou em prática o seu plano de desaparecer quando encontrou um homem idêntico a ele, Denizard.
Paulo conta todos os detalhes de seu plano e revela que Gabriel resolveu ajudá-lo, servindo como um verdadeiro anjo da guarda da família Della Santa. Nas últimas cenas, Denizard e Paulo ficam frente a frente na mansão de Agostinho e acertam suas contas. O dono do ferro-velho depois dos envolvimentos com Laura e Glorinha da Abolição termina nos braços de Índia do Brasil, que era para quem o público torcia.
Aguinaldo Silva usou referências da literatura e do cinema para escrever o outro. As obras; O Terceiro Homem de Carol Reed,  O Duplo de Dostoiévski; O Segundo Rosto de John Frankenheimer e Kagemusha de Akira Kurosawa foram fonte de inspiração para o autor.
Na época, o autor Ricardo Linhares participava da primeira oficina da Casa de Criação Janete Clair, que havia sido criada em 1985, por Dias Gomes, com o objetivo de elaborar e selecionar roteiros para as produções da emissora, quando conheceu Aguinaldo Silva, que o convidou para ser colaborador na novela. Ele escrevia capítulos inteiros da novela, sem distinções de núcleos.
Em homenagem a Allan Kardec , criador da doutrina espírita cujo o nome verdadeiro era Hypollite Denizard Rivail , Aguinaldo Silva escolheu o nome Denizard para um dos personagens principais.
Durante sua exibição houve acusações de que O Outro fosse uma releitura de Vidas Cruzadas de 1965, escrita por Ivani Ribeiro para a TV Excelsior. As novelas tinham tramas semelhantes, mas Aguinaldo Silva desenvolveu sua história de maneira diferente e afirmou que a história não era original, mas que aquela era sua versão da famosa história de pessoas idênticas que se desconhecem, mas que tem suas vidas alteradas em determinado momento.
No início da trama onde Paulo Della Santa sonha estar enforcando um homem igual a ele. A produção pensou-se em produzir uma máscara de borracha, feita com moldes do rosto de Francisco Cuoco. A máscara seria vestida por um figurante e confeccionada com gesso. Na hora da confecção e retirada do molde, após o gesso ter secado, a mascara não conseguia ser removida por causa da barba do ator. Foi necessário martelo e talhadeira para retirada do gesso.
A ação demorou cinco horas e o ator respirou durante esse tempo por um canudinho no nariz. Segundo Francisco Cuoco o evento deixou sua barba com falhas. Para a gravação da cena, primeiro Francisco Cuoco vestiu-se como Paulo, depois como Denizard. A montagem foi feita na edição.
Nos capítulos iniciais da trama, Marcos Paulo foi substituído por Gonzaga Blota na direção da novela. Segundo informações, o supervisor de produção da Rede Globo, Paulo Afonso Grisolli, pediu que as cenas iniciais fossem regravadas pois estavam abaixo da qualidade exigida. O diretor foi afastado e Marcos Paulo alegou cansaço ao se desligar da obra, mas um mês depois entrava na novela Brega e Chique como ator. Aguinaldo Silva chegou a cogitar criar um personagem para o ator, mas ele recusou. O personagem ficou com Herson Capri.
A equipe de cenografia gravou algumas cenas em Copacabana e as demais na cidade cenográfica em Guaratiba, que reproduzia ruas do bairro carioca. Algumas cenas foram gravadas na Argentina, quando Paulo e Glorinha da Abolição fazem uma viagem romântica. O diretor Ricardo Waddington chegou a fazer uma participação como um esquiador que paquera Glorinha.
Francisco Cuoco retornava as novelas depois de três anos afastado, sua última novela havia sido Eu Prometo em 1983. O papel de Laura foi oferecido a Vera Fischer e Glória Menezes, mas ambas declinaram o convite e Natália do Vale ficou com o personagem em decorrência do sucesso de seu último personagem, a perigosa Andreia de Cambalacho, exibida no anterior. Betty Faria recusou o papel de Índia do Brasil e o papel ficou com Yoná Magalhães. O dublador Cleonir do Santos, um dos mais importantes da área atuou na trama como o porteiro Abraão. A atriz Luma de Oliveira fez tanto sucesso com seu personagem que estampou duas capas da Revista Playbou, uma em setembro de 1987 e outra em março de 1988.
A atriz Malu Mader adotou um visual mais simples, com cabelo meio despenteado e sem maquiagem para compor sua personagem. As botas da personagem também caíram no gosto popular. A atriz Zilka Sallaberry passou a integrar um grupo de ciganos para compor sua personagem e chegou a ser confundida por um deles. Cláudia Abreu apareceu em duas novelas durante a exibição da novela O Outro, além de estar na trama das 8 ainda participava das gravações da novela Hipertensão de Ivani Ribeiro as 19h. Na trama das 7, sua personagem voltava em flashbacks pois tinha sido assassinada no começo da novela e isso elucidaria o mistério.
Paula Burlamaqui, Gisele Fraga e Nani Venâncio fizeram participação especial na novela como concorrentes de Dedé em um concurso Garota Pepino 1987.

Escrita por Aguinaldo Silva com colaboração de Ricardo Linhares, sob a direção de José de Abreu, Ignácio Coqueiro, Antonio Rangel, Fred Canfalonieri, Ricardo Waddington e Gonzaga Blota, O Outro foi exibida originalmente entre 23 de março e 10 de outubro de 1987 em 179 capítulos.
Aguinaldo Silva que seria reconhecido pelo público anos depois com suas tramas e pelo seu talento ao escrever as novelas Tieta, Fera Ferida, Pedra Sobre Pedra, A Indomada, Duas Caras, Senhora do Destino entre outras, começou a escrever solo em O Outro, que podia não ter uma trama essencialmente original, mas que apresentou o talento e um jeito único de escrever novelas. O Outro merece ser revista por trazer um puro folhetim, que evidentemente nos encantaria.

A trama contou com dois álbuns, os tradicionais Nacional e Internacional. No álbum nacional havia os sucessos Mar de Copacabana/ Gilberto Gil, O Nosso Amor a Gente Inventa/ Cazuza, Doublé de Corpo/Heróis da Resistencia , Amanhã é 23/ Kid Abelha e Os Aboboras Selvagens, Retratos e Canções/Sandra de Sá e Flores em Você/Ira! (que era tema de abertura. Na capa a atriz Luma de Oliveira.
No album internacional a atriz Malu Mader como Glorinha da Abolição continha os sucessos: Coming Around Again/ Carly Simon, Words Get In The Way/ Gloria Estephan e Miami Sound Machine, This Love/ Bad Company, Don’t Get Me Wrong/ The Pretenders, Two People/Tina Turner, Foolish Pride/ Sasha e Thousand Miles From Home/Jim Porto.




 

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Thaís de Andrade(astros e estrelas da saudade)

 
 
NOME: Thaís de Andrade
QUEM FOI:
Atriz brasileira. F
oi revelada no programa Moacyr TV de Moacyr Franco, exibido pela Rede Globo na década de 70. Thaís estreou na emissora na novela Locomotivas como a doce e esperta Renata, em 1977. Na Globo, ainda participou de outras tramas, como Pai Herói (1979) e Chega Mais (1980). Também trabalhou no SBT, em novelas como Vida Roubada (1983) e Jogo do Amor (1985). Também participou de vários episódios da série Teletema, na Globo, e fez parte do elenco fixo de A Praça é Nossa no final dos anos 80.
NASCIMENTO: 9 de fevereiro de 1957- São Paulo, Brasil.
MORTE:
  ( aos 39 anos) em 26 de abril de 1996 -São Paulo, Brasil.